05/02/2015

Kromo e LBC detidos, espancados e baleados pela PSP

Na segunda-feira última, Derek Pardue falava no XII Conlab do lugar contemporâneo dos negros portugueses (ou dos imigrantes descendentes de cabo-verdianos) em Portugal, da continuidade colonial da sua condição social... Kromo e LBC, entre outros, foram um dos exemplos apontados enquanto jovens que lutam para a afirmação dos negros em Portugal e nas palavras de Pardue, a geração que substitui com o rap a escrita dos Claridosos. Guetto Aljazeera é sintomático e mostra que o problema é global. Na terça-feira, também no XII Conlab, Kromo apresentou de forma soberba um trabalho colaborativo com Susana Sardo, da Universidade de Aveiro, sobre a construção de lugares da memória nas músicas da Cova da Moura (Kova M). Ambos são activistas da Plataforma Gueto, movimento social negro português que luta para a melhoria das condições de vida da população oprimida na sociedade pós-colonial portuguesa.

Um polícia foi ferido e uma carrinha danificada é o lead da noticia televisiva do Correio da Manhã (CdM). O que o jornalismo racista do CdM não fala é que os moradores da Kova M foram à esquadra devido ao histórico assassino da PSP em relação aos negros (relembrar Kuko e Musso). Kromo e LbC são um dos cinco jovens detidos arbitrariamente sobre a acusação de invasão de esquadra e os procedimentos normais da polícia em situações do tipo que fala o jornalista do CdM é o espancamento dos detidos e o facto de Kromo ter sido baleado na perna. De momento encontra-se na sala de operação do Hospital Amadora-Sintra e LBC, fisicamente maltratado, encontra-se no mesmo hospital a receber tratamento depois de espancado pelos delinquentes de farda. 

O que vale é que Tudu Pobri É Un Soldjah e que contra o negrofobia portuguesa o punho fica sempre em cima. Afinal Nós Ki Nasi Omi Ki ta Mori Omi e Si Ka Ten Justisa Ka Ten Paz.

Adenda: a versão da Kova M no Público.

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